O QUE É A CEIA?
Não há uma frase que possa descrever tudo o que significa este sacramento. As igrejas litúrgicas chamam-na de Eucaristia - palavra grega que significa "dar graças". Outras igrejas usam a frase, "Santa Comunhão", para explicar a intimidade existente entre o participante e Jesus. Para outras ainda, a frase, "Santa Ceia", que revela o senso de comunidade quando os membros da mesma família estão à mesa para se fortificarem.
No meio desta diversidade de definições de uma coisa temos certeza: este sacramento é um mandamento do Senhor "até que Ele venha...” Observar a sua morte por nós e anunciar a sua volta para nos é o âmago desta experiência transformadora. Privilégio de todos os remidos.
A origem da Ceia está no fato de ter Deus ordenado a Israel determinadas festas para comemorar as verdades eternas. A Páscoa (Êxodo 12) ocupava o primeiro lugar no calendário judaico e fazia lembrar do sangue e corpo do cordeiro - instrumentos de libertação da mão do Faraó. Jesus comemorou juntamente com os discípulos esta festa, na noite anterior a crucificação. Assim, Ele transformou a Páscoa da Velha Aliança em Comunhão na Nova Aliança, tomando o lugar do cordeiro pascoal (Mateus 26:17-30).
Na Páscoa da Velha Aliança os judeus serviam uma ceia completa: um cordeiro assado era comido com ervas amargas, pão e vinho. Jesus eliminou o sentido do "jantar" e pediu a Seus discípulos que participassem do pão e do vinho comemorando Sua vida e os direitos conquistados através da Sua morte.
Tanto Jesus como Paulo ensinaram que a Ceia do Senhor deve ser a cerimônia mais simples possível e realizada da seguinte maneira: - Pelos crentes unidos (I Coríntios 11:20,34) - Com um período de preparação e autoexame ( I Coríntios 11:28) - promovendo uma união de espírito nos participantes ( I Coríntios 11:33).
Possivelmente na igreja primitiva a Ceia era servida todas as semanas (Atos 2:42 e 20:7). Atualmente ela pode ser servida com regularidade, cuidando-se, porém, de nunca torna-Ia um rito mecânico. Jesus ensina em João 6:52-63 que precisamos comer da Sua carne e beber do Seu sangue. Os versículos 62 e 63 indicam claramente que se trata de participação espiritual e não física. Nem Jesus nem Paulo indicam qualquer "mudanças" da substancia do pão e do vinho em carne e sangue – o que nos leva a não aceitar a doutrina católico-romana da "transubstanciação". Jesus disse: "isto é o meu corpo" - declaração nem simbólica nem literal, mas, espiritual. E, portanto, de maneira espiritual que participamos da vida e do sacramento de Jesus Cristo por intermédio dos elementos da Ceia.
Nem todas as pessoas podem participar da Ceia. É um privilégio reservado somente aqueles que estão em relação de aliança com Deus. Portanto, 0 incrédulo não pode participar. Para nós que entendemos o verdadeiro significado da Ceia, ao participarmos estamos expostos as seguintes conseqüências: - 'anunciais a morte do Senhor até que Ele venha". (I Coríntios 11:26) - "Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna ... por mim vivera" (Joao 6:54-57).






